quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Metrô de São Paulo pretende inaugurar mais 28 estações até 2021

06/10/2017  - Fator Brasil

Empreendimentos em andamento somam mais de R$ 35 bilhões em aportes. Executivos da companhia paulista se reúnem com fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços em evento em São Paulo (SP).

Após inaugurar três novas estações no início de setembro, Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin - que juntas acrescentam mais 2,8 km de trilhos à Linha 5-Lilás, na zona sul da capital paulista - o Metrô de São Paulo e o Governo do Estado planejam ainda realizar a abertura de outras 28 estações até 2021. Com as obras já em andamento, os empreendimentos somam, juntos, mais de R$ 35 bilhões de aportes até aqui.

De acordo com o chefe do núcleo de cooperação técnica do Metrô de São Paulo, Conrado Grava de Souza, o objetivo é ampliar ainda mais a malha metroviária da cidade, que já é a maior do país, com mais de 80 km de extensão. "Com a inauguração do novo trecho da Linha 5-Lilás, chegamos a 71 estações e queremos aumentar ainda mais. A meta é concluir as obras de outras 28 até 2021 e chegar a 99 estações ao total, com mais de 110 km de trilhos construídos", afirmou Souza, durante o encontro de negócios entre operadores e a cadeia de fornecedores de equipamentos e serviços, promovido pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos) e a NT Expo, recentemente, em São Paulo (SP).

Novas paradas em 2017 - O segundo trecho da ampliação da Linha 5-Lilás deve ser instaurado ainda em 2017. A previsão é que seis novas estações fiquem prontas até dezembro deste ano. São elas: Eucaliptos, Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz (ponto em que se interligará com a Linha 1-Azul) e Chácara Klabin (onde se conectará com a Linha 2-Verde).

Outro trajeto que está previsto para ser expandido ainda neste ano é o da Linha 4-Amarela, mantido em parceria com a ViaQuatro, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A estimativa é que mais duas estações deste trecho sejam lançadas nos próximos meses: Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire.

2018 — No próximo ano, o planejamento prevê que a Linha 15-Prata, o Monotrilho, seja entregue praticamente em sua totalidade. Oito estações que contemplarão a zona leste de São Paulo serão concluídas até março de 2018: São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tosltói, Vila União, Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta e São Mateus.

Outra estação que também é esperada para o primeiro semestre do ano é a São Paulo-Morumbi, na zona sul da cidade, no trecho que compete a Linha 4-Amarela. "A única forma de promovermos a mobilidade urbana é por meio do sistema metroferroviário e atualmente existem muitas oportunidades de crescimento neste setor. Nossa perspectiva é muito promissora", salientou o presidente da ViaQuatro e diretor institucional e de sustentabilidade da ANPTrilhos, Harald Zwetkoff.

Já a Linha 5-Lilás deve ser finalizada, quando receberá sua última parada, Campo Belo, estimada para ser entregue no segundo semestre do ano. Com o término dessa amplificação do trajeto, que custará cerca de R$ 10 bilhões ao total, a linha, que atualmente transporta cerca de 270 mil pessoas por dia entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro, passará a atender 780 mil (de Capão Redondo à Chácara Klabin).

Nova Linha — Em 2019, o objetivo do Metrô e do Governo do Estado é finalizar as obras e iniciar as operações, até julho, da Linha 17-Ouro. O trajeto contará com oito estações: Morumbi (onde se conectará com a Linha 9-Esmeralda da CPTM), Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo (que fará a interligação com a Linha 5-Lilás), Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Congonhas (fazendo conexão com o Aeroporto de Congonhas) e Jardim Aeroporto. A expectativa é que este trecho transporte, em média, 185 mil passageiros por dia e facilite o acesso a um dos aeroportos mais movimentados do país. Ao todo, a linha deve exigir investimentos no valor de, aproximadamente, R$ 3,47 bilhões.

Em 2020, a Linha 4-Amarela também deve ser concluída, ao receber sua última estação, Vila Sônia, no segundo semestre do ano. Com o trajeto completo (entre Luz e Vila Sônia), a expectativa é que este trecho atenda mais de 980 mil passageiros por dia, superando os cerca de 670 mil transportados atualmente. Para isso, os aportes nesta linha podem chegar a R$ 1,89 bilhões.

Em 2021, o planejamento deve chegar ao fim, com todas as 28 novas estações prometidas já em funcionamento. Em março, por exemplo, está prevista a inauguração da última parada da Linha 15-Prata, a Estação Iguatemi. Com o trecho completo (de Vila Prudente a Iguatemi), que pode custar em torno de R$ 4,71 bilhões, o trajeto comportará mais de 300 mil passageiros por dia.

"Fizemos grandes investimentos nos últimos anos, em que renovamos a frota de vagões, o que provocou a economia de aproximadamente 30% no consumo de energia da companhia, compramos outros 33 novos trens e realizamos melhorias nas estações", completa Conrado Grava de Souza, que também é o diretor de planejamento da ANPTrilhos.

Ponto de Encontro - Tanto o Metrô de São Paulo quanto a ViaQuatro, assim como as outras principais operadoras de trens de passageiros do país (como a CPTM, também de São Paulo; o Metrô Rio e a SuperVia, do Rio de Janeiro; o Metrô de Brasília; a Trensurb, de Porto Alegre; a CTB, da Bahia; e a CBTU, que gerencia o transporte de Belo Horizonte e de cidades do Nordeste) se encontrarão com fornecedores de equipamentos, tecnologia e serviços em São Paulo (SP), durante a 20ª edição do principal evento de negócios do setor metroferroviário da América Latina, a NT Expo - Negócios nos Trilhos. Neste ano, o evento será realizado de 07 a 09 de novembro, das 13 às 20 horas, no Expo Center Norte.

A NT Expo — 20ª Negócios nos Trilhos 2017 — Principal encontro de negócios do setor de transporte metroferroviário da América Latina, a NT Expo reúne os mais renomados fornecedores, formadores de opinião e players dos segmentos de carga e passageiro, nacionais e internacionais. O evento consolidou-se como plataforma de geração de negócios, networking e melhores práticas. Em 2016, a NT Expo reuniu cerca de 100 marcas e atraiu por volta de 5.000 profissionais do setor. Em 2017, o evento acontece de 07 a 09 de novembro, das 13 às 20 horas, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP).| www.ntexpo.com.br/pt

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Metrô e CPTM transportaram 40 milhões de passageiros a menos nos dias úteis de 2016

05/10/2017 - R7

Plataforma do Metrô República nesta quarta-feira (04), às 18h40
Plataforma do Metrô República nesta quarta-feira (04), às 18h40
Fábio Mazzitelli / R7

Em 2016, o número médio diário de passageiros transportados pelo Metrô e pela CPTM nos dias úteis caiu 2,26% em relação a 2015, a primeira queda conjunta das duas companhias registrada nesta década nos dias de maior movimento.

Em números absolutos, foram cerca de 164 mil usuários a menos por dia útil no sistema de transporte sobre trilhos de São Paulo. Projetados no ano, os números batem 40 milhões de passageiros transportados a menos nos dias úteis de 2016, na comparação com 2015. 

Segundo os dados apresentados pelo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, durante a audiência de prestação de contas na Assembleia Legislativa de São Paulo, a média diária de passageiros transportados nos dias úteis caiu no Metrô de 4.476.801 para 4.379.523 e na CPTM de 2.783.805 para 2.717.142 --de 2015 para 2016.

Em uma explicação breve, Clodoaldo Pelissioni culpou a "queda da atividade econômica" pelo número menor de passageiros transportados. Segundo o governo paulista, em 2017, esses números voltarão a crescer.

Ampliação da rede sobre trilhos

No mês passado, após seguidos atrasos, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) iniciou uma série de inaugurações de novas estações do Metrô e da CPTM. Pelo cronograma atual, a interligação da Linha 5 (Lilás) do Metrô com as demais linhas do sistema metroviário deve ocorrer entre o final de 2018 e o início de 2019 --essa interligação é considerada essencial para a redistribuição do fluxo dos usuários.

A lentidão na expansão da rede de transporte sobre trilhos na região metropolitana de São Paulo é uma das principais críticas à gestão tucana.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Grupo asiático propõe retomar obras da linha 6-Laranja do Metrô de SP, diz governo

04/10/2017 - G1 SP, São Paulo

Construção está parada há mais de um ano, após consórcio responsável por projeto não conseguir dinheiro para concluir obras. Governo espera retomada em janeiro de 2018.

Imagem mostra estações da futura linha 6-Laranja, cujas obras estão paralisadas há um ano (Foto: Foto: TV Globo/Reprodução)
Imagem mostra estações da futura linha 6-Laranja, cujas obras estão paralisadas há um ano (Foto: Foto: TV Globo/Reprodução)

A Secretaria de Transportes Metropolitanos (STM) do Estado de São Paulo informou nesta quarta-feira (4) que recebeu da concessionária Move São Paulo a formalização da proposta de um grupo de empresas asiáticas para a aquisição de 100% da Linha 6-Laranja. O trecho ligará o Centro à Zona Norte, passando pela Zona Oeste, com estações próximas a diversas universidades.

As obras da linha 6-Laranja estão paradas desde setembro do ano passado porque o consórcio Move São Paulo, responsável pela construção, é formado por empresas que estão com o nome sujo, por causa da Operação Lava Jato, e não conseguem mais dinheiro para concluir o projeto.

De acordo com a Secretaria de Transportes, a proposta para aquisição do trecho, para construir e operar a futura linha, partiu do grupo chinês formado pelas empresas China Railway Capital Co. Ltd. e China Railway First Group Ltd. Esssas duas companhias se associarão a um grupo de investidores japoneses, liderados pela Mitsui, para assumir integralmente o contrato de concessão da linha 6. 

A secretaria informou que uma nova licitação não é necessária, neste caso, porque trata-se da compra do consórcio por outro grupo de empresas. Segundo a pasta, as empresas pediram prazo de 90 dias para apresentar os documentos necessários para a transferência da concessão. Elas querem a garantia de que terão, por exemplo, empréstimos de longo prazo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), documentação societária e atestado de competência técnica.

A previsão do governo é que, caso o contrato seja assinado após o prazo de 90 dias, as obras sejam retomadas em janeiro de 2018. O governo do estado já investiu na linha 6-Laranja R$ 694 milhões para pagamento de obras civis e R$ 979 milhões para pagamento das desapropriações de 371 ações.
A implantação do trecho teve início em janeiro de 2015 e, em 2 de setembro do ano passado, a Move São Paulo informou sobre a paralisação integral das obras, alegando dificuldades na obtenção de financiamento de longo prazo junto ao BNDES.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Novas estações da linha 5 do Metrô serão inauguradas em 6 de setembro

31/08/2017 - STM

As estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin, da linha 5-Lilás do Metrô, serão inauguradas no dia 6 de setembro. Com 2,8 km de via, beneficiarão cerca de 60 mil passageiros por dia. 

Com profundidade de 24 metros, o equivalente a um prédio de oito andares, a estação Alto da Boa Vista possui 14 escadas rolantes, 11 escadas fixas, três elevadores, plataforma central e sanitários acessíveis em seus 13.158 m² de área construída que serão utilizados por cerca de 10 mil passageiros diariamente. A estação tem mezaninos inferior e superior com amplas aberturas que permitem ventilação e iluminação natural, desde a cobertura até as plataformas. 

A estação Borba Gato tem 11.657 m² de área construída e 26 metros de profundida. Poderá ser acessada tanto por quem vem da avenida Santo Amaro como pela avenida Adolfo Pinheiro. Há ainda outros dois acessos secundários. A estimativa é que 20 mil usuários por dia circulem na estação. 

Localizada no cruzamento das avenidas Roque Petroni Júnior e Santo Amaro, a estação Brooklin tem 28 metros de profundidade e 13.151 m² de área construída. Terá dois acessos, duas plataformas laterais, 24 escadas rolantes, cinco elevadores, sanitários e bicicletário. Estima-se que 30 mil pessoas devam usem essa estação todos os dias. 

A ampliação da linha 5-Lilás foi concebida com novo conceito arquitetônico para as estações de Metrô, privilegiando a sustentabilidade e a integração da paisagem externa com os ambientes internos. Para isso, a Companhia utilizou elementos modernos, como vidros e claraboias, para levar mais conforto para os usuários e funcionários, valorizando a luz natural, o que também reduz o consumo de energia. 

Quando o restante da linha for entregue, serão transportadas cerca de 800 mil pessoas por dia. Denominada como linha da saúde, ela proporcionará ainda o acesso a importantes complexos hospitalares ao longo dos seus 20 quilômetros de extensão. As estações AACD-Servidor, Chácara Klabin, Eucaliptos, Hospital São Paulo, Moema e Santa Cruz devem ser abertas em dezembro. Somente a estação Campo Belo, no meio da linha, ficará para 2018. 

A linha 5 terá integrações com as linhas 1-Azul (na estação Santa Cruz) e 2-Verde (na Chácara Klabin) e vai oferecer aos usuários novas opções de transferências dentro do sistema, o que resultará na redistribuição da demanda de viagens. Além disso, a linha 5 também terá integração com a futura linha 17-Ouro, na estação Campo Belo.


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Governo de SP concederá 15 terminais integrados ao Metrô por 40 anos

17/08/2017 - Istoé

Estadão Conteúdo


O governo do Estado de São Paulo lança nesta quinta-feira, 17, um edital para conceder à iniciativa privada 15 terminais de ônibus integrados a estações das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô. É uma transferência por 40 anos da gestão das paradas, com a autorização para o novo concessionário verticalizar as áreas dos terminais e alugar esses espaços, mas com a obrigação de que, terminado esse prazo, as melhorias retornem para o poder público.

A licitação será de lote único. Vencerá o processo empresa ou consórcio que oferecer a maior contrapartida ao Estado – a remuneração tida como base é de R$ 309 mil por mês ou 3% do faturamento bruto do concessionário que assumir os terminais. Ele ficará encarregado de arcar com custos fixos, como energia, limpeza e manutenção, e poderá explorar comercialmente os espaços.

Os terminais incluídos no edital são Parada Inglesa, Santana, Armênia e Ana Rosa, da linha 1-Azul, e Artur Alvim, Patriarca norte, Vila Matilde norte, Penha norte, Carrão norte, Carrão sul, Tatuapé norte, Tatuapé sul, Brás, Barra Funda sul e Barra Funda turístico da Linha 3-Vermelha. Em sete deles, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) prevê a construção de edifícios. Ao todo, os terminais têm uma área de 115 mil m².

As regras para a verticalização são as mesmas válidas para os terminais de ônibus da São Paulo Transporte (SPTrans), aprovadas no Plano Diretor Estratégico de São Paulo. Assim, o concessionário poderá construir uma área de até quatro vezes a metragem dos terminais.

“Essas estações poderão ter uso misto, com apartamentos residenciais locáveis nos andares mais altos, salas comerciais nos médios, lojas e espaços de convivência e alimentação nos inferiores. Nos sete terminais edificáveis, o projeto permite uma área mínima de construção de aproximadamente 85 mil metros quadrados e prevê um investimento mínimo de R$ 270 milhões”, informou a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, por nota.

Titular da pasta, o secretário Clodoaldo Pelissioni afirma que a proposta retira do Metrô os custos de operar os terminais, estimados em R$ 24 milhões por ano. Esse recurso deverá ser transferido para custear gratuidades do transporte, como o passe para idosos.

Diferença

Proposta parecida foi anunciada anteontem pela Prefeitura de São Paulo, que abriu processo para recolher estudos para a concessão de 24 terminais de ônibus. O anúncio do governo Alckmin difere porque o que está sendo lançado já é o edital para a concessão dos terminais – algo que a Prefeitura só deve fazer no fim do ano.

Outra diferença é que, no caso da Prefeitura, o concessionário terá direito de vender espaços dos prédios a serem construídos. Já o Metrô terá direito de reaver esses imóveis daqui a 40 anos, quando a concessão terminar. “Assim o poder público pode pegar a valorização vinda com esses investimentos de volta”, afirma Pelissioni. O secretário espera o fim da licitação ainda neste ano.

Para o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano, professor da Faculdade de Belas Artes, a verticalização nos locais dos terminais é positiva para a cidade, mas precisa ser bem planejada e comandada pelo governo para que a concessão possa melhorar o desenvolvimento social da região. “Grandes cidades do mundo, como Tóquio, fazem isso há décadas, envolvendo as estações por grandes equipamentos de consumo, habitações e centros empresariais. Mas é importante ter as contrapartidas bem dimensionadas para que não vire um negócio meramente mercantil”, disse.

Segundo Nakano, a melhor forma de explorar o espaço aéreo dos terminais é combinar prédios de uso misto (residencial e comercial), como prevê o edital do governo, com equipamentos públicos como escolas e hospitais, seguindo as diretrizes do Plano Diretor. “Cabe ao poder público e não à iniciativa privada identificar o potencial de cada região.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


sábado, 12 de agosto de 2017

Metrô de SP assina concessão de publicidade por R$ 375 milhões

10/08/2017 - Exame

A multinacional JCDecaux, que atua em metrôs como o de Nova York, nos EUA, e Santiago, no Chile, ficará 10 anos com os direitos de publicidade em SP

Por Estadão Conteúdo

Metrô de SP
Metrô: o acordo faz parte de uma estratégia de arrecadação (Metrô de SP/Facebook/Divulgação)

São Paulo – O Metrô de São Paulo assina na tarde desta quinta-feira, 10, um contrato para a concessão por 10 anos nos espaços publicitários da maior parte da rede — as Linha 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha — com a empresa multinacional JCDecaux (que faz esse serviço em metrôs como o de Nova York, nos EUA, e Santiago, no Chile).

A previsão é que a empresa invista R$ 20 milhões para reformar painéis publicitários e instalar painéis eletrônicos. A empresa terá de pagar uma outorga de R$ 375 milhões ao Metrô durante o prazo de concessão.

“Ao trabalhar com a maior e mais renomada empresa mundial na gestão publicitária dos maiores metrôs do mundo, temos certeza que a oferta de mídia do Metrô de SP vai se tornar uma referência no Brasil. Nosso objetivo é melhorar a experiência dos nossos passageiros e modernizar nossas estações no que diz respeito à comunicação visual, entendendo que este contrato refletirá exatamente esta diretriz”, diz o presidente do Metrô, Paulo Menezes Figueiredo.

A multinacional venceu um pregão eletrônico realizado em 26 de junho que teve, de acordo com o Metrô, outras duas concorrentes e, ao todo, 230 lances.

“O contrato envolve a exploração de 52 das 61 estações hoje administradas pela Companhia do Metrô, englobando todas as estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.

Em paralelo, a empresa francesa também obteve uma Carta de Autorização para a comercialização da publicidade das atuais sete estações da Linha 5-Lilás, durante os próximos seis meses, até a concessão deste ramal à iniciativa privada”, diz o Metrô, em nota.

De imediato, a JCDecaux passa a administrar os painéis publicitários já existentes na rede — como o grande painel eletrônico fixado nosvãos da Estação da Sé.

“A segunda será uma fase de transição das peças atuais para as novas estruturas, com a instalação de equipamentos no tamanho padrão de mobiliário urbano ou grandes formatos, dependendo da disponibilidade nas estações e fluxo de passageiros”, afirma o Metrô. Numa terceira fase, com data ainda não informada, a empresa de publicidade fará um novo plano de mídia na rede metroviária.

A melhoria da exploração publicitária é uma das estratégias anunciadas pelo Metrô no começo do ano para enfrentar dificuldades financeiras, ocasionada pela crise econômica e pelo desemprego, que reduziu o número de passageiros no sistema.

Por causa desse cenário, em 2016 os recursos da empresa para investimento tiveram queda de 30% em relação a 2015, de R$ 3,3 bilhões para R$ 2,34 bilhões.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Pesquisa Origem e Destino do Metrô de São Paulo chega à 6ª edição

07/08/2017 - Metrô CPTM

Realizado há 50 anos, levantamento é responsável por traçar as estratégias de implantação da malha metroviária, mas vai além muito além disso

Ricardo Meier

Pesquisa OD: 32 mil domicílios visitados (Metrô)

Desde a semana passada, um verdadeiro exército de 1.200 pesquisadores está espalhado pela região metropolitana de São Paulo com uma missão, saber para onde, quando e como os moradores se deslocam pelos inúmeros municípios que compõem a macrometrópole. Parece um trabalho rotineiro, mas não é. A Pesquisa Origem e Destino realizada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, mais conhecida como “Metrô”, ocorre apenas pela 6ª vez em 50 anos. O intervalo estipulado pela empresa para notar mudanças na forma como as pessoas se deslocam nessa grande mancha urbana é de 10 anos, mas recentemente uma pesquisa de mobilidade, mais simples, passou a ser feita após cinco anos para alinhar alguns dados.

O desafio é imenso: o Metrô estima necessitar de 32 mil questionários válidos respondidos para que a pesquisa se torne confiável. Por isso é preciso visitar muitos domicílios afinal até mesmo crianças da família entram na conta. Com os dados tabulados, forma-se uma enorme radiografia da mobilidade na capital e nas cidades em seu entorno, além do fluxo que vem para a região oriundo de cidades do interior e litoral e também por via aérea.

A Pesquisa OD, como também é conhecida, tem uma importância fundamental no planejamento do Metrô. É graças a ela que a empresa consegue dimensionar as futuras linhas a serem construídas e saber que infraestrutura será necessária. Imagina-se o risco que seria estimar uma demanda menor do que a real quando uma linha é entregue. Por essa razão até mesmo deslocamentos a pé, de bicicleta ou por aplicativos de carona como o Uber, entram na conta, embora sejam considerados percursos com mais de 500 metros.

Mas não é apenas o Metrô que se beneficia dos dados, que são públicos, aliás. Outras empresas como a SPTrans, que administra a rede de ônibus em São Paulo, e mesmo o mercado imobiliário fazem uso dessas informações para traçar suas estratégias.

15 minutos de resposta

Trata-se, no entanto, de um assunto delicado e por isso é importante esclarecer que o teor da pesquisa é criptografado e mantido em sigilo. O Metrô, inclusive, busca se cercar de várias medidas de segurança para que o entrevistado possa responder as perguntas sem receios. Escolhidos por amostragem, os moradores são avisados por uma carta formal da empresa sobre a visita e podem agendá-la com antecedência. Nesta edição, a empresa aprimorou o sistema ao introduzir os tablets para respostas, enviadas para um servidor assim que a pesquisa é concluída. Além disso, o entrevistado recebe uma contrassenha que deverá ser respondida pelo entrevistador, como forma de garantir sua procedência.

A preocupação com a segurança tem razão de ser. Muita gente acaba evitando a pesquisa se não ter certeza que pode se tratar de alguma fraude ou golpe. Para isso, o Metrô disponibiliza um telefone para que o entrevistado possa confirmar as informações do pesquisador. O tempo de resposta para cada morador é de cerca de 15 minutos.

Basicamente, o Metrô procura saber quais e quantos são os deslocamentos, detalhando inclusive quais modais são usados para isso – exemplo, andar até o ponto de ônibus, ir até uma estação do Metrô e de lá até o trabalho. Deslocamentos oriundos de fora da região são contabilizados pelas estradas. Se o motorista tem como destino algum dos municípios da Grande São Paulo ele é parado pela Polícia num ponto seguro e convidado a responder as perguntas.

Uniforme dos pesquisadores do Metrô(Divulgação)

Espera-se que, com a adoção do tablet, o tempo gasto na pesquisa seja menor do que na edição anterior. Ainda assim, o Metrô estima precisar vistar mais do que o dobro dos 32 mil domicílios necessários para dar confiabilidade ao resultado – que tem uma margem de erro de 10% após 20 anos da sua realização.

Nesta edição, o Metrô divulgará uma campanha sobre a Pesquisa OD utlizando como símbolo um cachorro. A ideia é passar a mensagem que seu cão da casa aprova a pesquisa, o morador também deve receber bem o pesquisador. Veja a seguir alguns dados interessantes obtidos nas pesquisas anteriores:

Em 2012, foram realizadas diariamente 43,7 milhões de viagens na região metropolitana, volume 15% maior que o levantado em 2007, para um aumento de 2% na população no período.

Do total de viagens diárias, 68% foram feitas por modos motorizados e 32% por modos não-motorizados. No período 2007-2012, houve maior aumento das viagens motorizadas que cresceram 18%, do que das viagens não-motorizadas que cresceram 8%.

O índice de mobilidade passou de 1,95 para 2,18 viagens diárias por habitante, enquanto que o índice de mobilidade motorizada passou de 1,29 para 1,49 viagens diárias no período 2007-2012.

A frota de automóveis particulares cresceu 18% no período 2007-2012, resultando em uma taxa de motorização de 212 veículos por mil habitantes. As viagens de automóvel tiveram aumento expressivo nas faixas intermediárias de renda mensal familiar (entre R$ 1.244,00 e R$ 4.976,00).

Entre os modos coletivos, houve aumento da participação dos modos sobre trilhos de 12% para 15% (metrô – de 9% para 11% – e trem – de 3% para 4%) e queda na participação do modo ônibus como modo principal, de 36% para 32%. As viagens por trem aumentaram de 815 mil para 1.141 mil no período considerado, significando crescimento de 40%. As viagens de metrô cresceram 38% (de 2.223 mil para 3.219 mil). Entre os modos individuais, a participação do automóvel permaneceu estável (41% em 2007 para 42% em 2012).

As viagens de metrô com uma transferência modal aumentaram sua participação de 55% em 2007 para 58% em 2012. As viagens exclusivas de trem diminuíram a participação de 20% para 14% e as viagens com duas transferências tiveram acréscimo na participação de 29% para 37%, no mesmo período.

Em relação à flutuação horária das viagens, o pico do meio-dia superou os picos da manhã e tarde, devido às viagens a pé e bicicleta.

Ocorreram mudanças também no transporte não-motorizado: queda de participação no total de viagens entre 2007 e 2012 (de 34% para 32%), especialmente nas viagens por motivo educação (queda de 7.291 mil viagens para 6.928 mil viagens), que passaram a ser realizadas mais por transporte escolar (de 1.308 mil para 1.973 mil) e automóvel (de 2.251 mil para 2.615 mil). Consequentemente, o índice de mobilidade por modo não-motorizado entre crianças e adolescentes (de 4 a 17 anos) também caiu.